• Receita de chana dal (Grão de bico indiano)

    Receita extraída do livro Alimentação Vegetariana da Rosangela de Castro.

     

    Ingredientes:

    2 xícaras de grão de bico;
    6 xícaras de água;
    2 colheres de sopa de óleo;
    1 unidade de canela em pau;
    8 cavos da Índia;
    8 unidades de cardamomo;
    4 folhas de loro;
    2 colheres de chá de cúrcuma ou curry;
    2 colheres de chá de gengibre ralado;
    Sal a gosto;
    2 unidades de pimenta fresca;
    6 colheres de sopa de manteiga.

     

    Modo de Preparo:

    Deixe o grão de bico de molho durante a noite;

    Cozinhe com óleo em fogo baixo durante aproximadamente uma hora;

    Quando macio adicione canela, cravo, cardamomo (as sementes de dentro) louro, cúrcuma, gengibre e sal;

    Cozinhe por mais 20 minutos em fogo baixo;

    No fim, adicione a pimenta bem picadinha e manteiga.

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  • Leitura e linguagem

    “Os limites do mundo são os limites da linguagem.”
    Wittgenstein

    A leitura constitui sólida estrutura para muitas das artes. A fala, escrita e linguagem que utilizamos retratam nossa educação e cultura. Temos a dádiva de falarmos uma língua vagamente aparentada com a de Camões, considerada uma das ou a melhor língua literária do mundo. Todo esforço portanto para nos aprimorarmos nesse sentido é bem vindo, de gramática a retórica, redação a literatura.
    As palavras tem usos e pesos diferentes, traduzem nossos pensamentos, o que nos chama atenção à importância de ter um vocabulário rico. São as gradações que nos permitem demonstrar particularidades, comunicar claramente e transmitir uma atmosfera única. Para adquirir um bom vocabulário e, como consequência expandir sua cultura, a fórmula mais antiga e eficaz é: ler.

    “Meu lema é: a linguagem e a vida são uma coisa só.
    Quem não fizer do idioma o espelho de sua personalidade não vive.”
    Guimarães Rosa

    Por que ler? Talvez a melhor resposta esteja numa outra pergunta: Por que comer? Para ter um organismo bem desenvolvido é necessário comer, a alimentação adequada propicia o melhor rendimento. Se não nos alimentarmos, morreremos. Se nos alimentarmos mal em qualidade ou quantidade, teremos sérios problemas de saúde. Porém, notemos algo importante: o ser humano faz da necessidade de comer algo mais do que satisfazer a uma necessidade, ele a transforma num ato livre e criativo, numa “arte” culinária.
    Podemos fazer a mesma associação com o ato de ler: é preciso desenvolver, cultivar, alimentar: mais que saber ler, precisamos criar o hábito da leitura, tão essencial e vital quanto comer. Será o ato pelo qual nos alimentamos para chegarmos a ser o que somos. Leitura é alimento: um metabolismo intelectual pelo qual devemos transformar o que os outros dizem e escrevem em algo nosso, incorporado ao nosso ser.
    Vivemos hoje numa sociedade da informação e do conhecimento: lemos demais, sem critérios e distinções críticas, sem que seja algo essencial. É como se alimentar sem qualidade. Temos que cuidar para que o conhecimento e sua procura não tome todo o nosso tempo, deixando-nos sem tempo para ser o que conhecemos.

    “A teoria sem prática não conduz a parte alguma.
    Excesso de teoria intoxica o entendimento,
    mas a ausência do estudo torna a linguagem prática incompreensível
    e o progresso é comprometido seriamente.”
    DeRose

    O crescimento, embora lento, virá naturalmente. Para isso, uma leitura de obras variadas e de diferentes épocas e autores ajuda muito. Contudo, mais importante será a repetição das leituras da mesma obra. Comece a separar, a ler o que é essencial e a empregar muito bem o seu tempo.
    Não há receita, só uma orientação: não deixe de ler. Criar esse hábito não só nos alimenta e enriquece, a partir dele vivemos intensamente, aprendemos muito sobre os outros e muito mais sobre nós. Por que ler? Porque pode ser o alimento do ser que cada um é e o alimento de que necessita.

  • Receita do nosso famoso chai

    O chá indiano de especiarias faz parte da rotina dos alunos do Método DeRose. Antes ou depois da prática, há sempre um momento para o chai e uma boa conversa.

    Ingredientes para um autêntico chai:
    – 500 ml de água;
    – Meio copo de gengibre ralado.
    – 500 ml de leite;
    – 5 sementes de cardamomo;
    – 2 unidades de canela em pau;
    – 6 colheres (de sopa) de açúcar;
    – 3 colheres (de sopa) de chá preto.

     
    Modo de preparo:

    Ferva a água com o gengibre, o cardamomo e a canela. Acrescente o leite com o açúcar. Desligue o fogo e coloque o chá preto para infusão por cerca de 1 minuto. Por último, coe.

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  • Liberdade e disciplina

    Nossa tradição comportamental valoriza muito a liberdade individual. Mas nossa estirpe de filosofia oriental nos induz a valorizar também a disciplina. Como equacionar?

    A conciliação entre ela encontra-se no livro “Quando é Preciso Ser Forte”, na recomendação: “A liberdade é o nosso bem mais precioso. No caso de ter que confrontá-la com a disciplina, se esta violentar aquela, opte pela liberdade.” …A de afastar-se e seguir o seu caminho.

    O postulado da Gestalt nesse aspecto é genial quando ensina: “Você não existe para me agradar; eu não existo para lhe agradar. Se, apesar disso, agradarmo-nos mutuamente, poderemos conviver. Se não, seguiremos separados.”

    Vamos aprofundar um pouco mais com as palavras do Sistematizador DeRose: