• Resoluções de ano novo

    O que você pretende fazer no ano que vem? Quem nunca começou janeiro com pique para resolver a vida de uma vez por todas? Aqui vai uma reflexão para que você tenha resoluções, um planejamento que pressuponha ação.

    Last Minutes to 2015

    De acordo com o psicólogo Denigés Neto, o Réveillon é a representação do início de um ciclo, como vários outros que vivemos. Os dias, as semanas e os meses costumam ser as referências para nossas atividades e planejamentos. O final de um ano e o início de outro têm um papel semelhante, é como se fosse um marco.

    O fato de ser um evento importante para muitas pessoas agrega significados a esta data. Evidentemente, não é necessário um momento específico para renovar ou mudar algo em nossa vida, mas isso ajuda a, no mínimo, organizar nossos desejos e objetivos para conquistá-los. É como se olhássemos a nossa própria história num flashback e, a partir daí, criássemos novas expectativas.

    Fazer uma lista não é sinônimo de que ela será cumprida. Geralmente, o problema está na forma como ela foi pensada. Só desistiremos das coisas que não queríamos de fato ou daquelas em relação às quais não conseguimos construir um caminho sólido para atingir.

    O segredo está na persistência e no planejamento. As resoluções de Ano-Novo costumam ser desejos por mudanças de hábitos (perder os que são prejudiciais ou adquirir os saudáveis). As promessas podem servir para nos animar, motivar, mas a mudança de verdade precisa de prática diária.

    Portanto aproveite a semana para visualizar como você quer estar no fim do ano que vem. Quais grandes projetos você realizou? Quais novas habilidades adquiriu? O que fez para aumentar sua qualidade de vida e a performance naquilo que faz?

    “A liberdade é o nosso bem mais precioso.
    No caso de ter que confrontá-la com a disciplina,
    se esta violentar aquela, opte pela liberdade.”
    DeRose

  • Somos felizes e é só isso

    Trecho do livro Quando é Preciso ser Forte, do Prof. DeRose

    Young Girl on a swing

    “Vocês estavam inebriados, sim, mas não de álcool ou drogas. Estavam inebriados da nossa felicidade intrínseca, da nossa intoxicação de oxigênio que hiperventila nossas almas a cada minuto de vida que vivemos e bendizemos. Somos felizes e é só isso.

    Essa sensação benfazeja que desopilou sua mente é o cerne da Nossa Cultura. Espero que os que estão dentro dela, vivenciando-a no seu dia-a-dia e sendo felizes o tempo todo, continuem valorizando esse estado de ser que nos proporcionou a mesma sensação de descoberta, alegria e liberdade quando a encontramos pela primeira vez.”

  • Dia internacional dos direitos humanos

    Hoje, 10/12, é o dia da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que delineia os direitos humanos básicos e foi adotada pela Organização das Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948 – há 66 anos. Esboçada principalmente por John Peters Humphrey, do Canadá, mas também com a ajuda de várias pessoas de todo o mundo, inclusive do Brasil.

    As ideias e valores dos direitos humanos são traçadas através da história antiga e das crenças religiosas e culturais ao redor do mundo. A Carta das Nações Unidas veio reafirmar “a fé nos direitos humanos, na dignidade e nos valores humanos das pessoas e convocou a todos seus estados-membros a promover respeito universal e observância dos direitos humanos e liberdades fundamentais para todos, sem distinção de raça, sexo, língua ou religião.”- (preâmbulo da Carta).

    A União fez de nós o que somos; fará por nós o que nem imaginamos.” DeRose.

  • A Síndrome da Felicidade

    Um dos mais inspirados textos do escritor DeRose.

    A teoria da “Síndrome da Felicidade” baseia-se no fato de que o ser humano é um animal em transição evolutiva e que, nos seus milhões de anos de evolução, somente há uns míseros dez mil anos começou a construir aquilo que viria a ser a civilização. E só nos últimos séculos, sentiu o gosto amargo das restrições impostas como tributo dessa aventura.

    small-things

    Como animais, temos nossos instintos de luta, os quais compreendem dispositivos de incentivo e recompensa pela sensação emocional e mesmo fisiológica de satisfação cada vez que vencemos, quer pela luta, quer pela fuga (a fuga também é uma forma de vitória, já que o animal conseguiu vencer na corrida ou na estratégia de fuga; e seu predador foi derrotado, uma vez que não o conseguiu alcançar).

    Numa situação de perigo, o instinto ordena lutar ou fugir. Quando acatamos essa necessidade psico-orgânica, o resultado na maior parte das vezes, é a saúde e a satisfação que se instala no estágio posterior.

    Se não é possível fugir nem lutar, desencadeiam-se estados de stress que conduzem a um leque de distúrbios fisiológicos diversos. Isto tudo já foi exaustivamente estudado em laboratório e divulgado noutras obras.

    O que introduzimos na teoria da Síndrome da Felicidade é a descoberta de um fenômeno quase inverso ao que foi descrito e que os pesquisadores ainda não situaram a contento. Trata-se daquela circunstância mais ou menos duradoura na qual não há necessidade de lutar nem de fugir porque está tudo bem. Bem demais, por tempo demais.

    Isso geralmente acontece com maior incidência nos países de grande segurança social e numa proporção assustadora nas famílias mais abastadas.

    O dispositivo de premiação com a sensação de vitória, sua consequente euforia e auto-valorização por ter vencido na luta ou na fuga, tal dispositivo em algumas pessoas não é acionado com a frequência necessária. Como consequência o animal sente falta – afinal é um mecanismo que existe para ser usado, mas não o está sendo – e, então, ele cai em depressão.

    Se quisermos considerar o lado fisiológico do fenômeno, podemos atribuir a depressão à falta de um hormônio, ainda não descoberto cientificamente, que denominei endoestimulina, e que o organismo pára de segregar se não precisa lutar nem fugir por um período mais ou menos longo, variável de uma pessoa para outra.

    O cachorro doméstico entra em depressão, mas não sabe por quê. A dona do cãozinho também não sabe a causa da sua própria depressão, já que o processo é inconsciente, porém, seu cérebro, mais sofisticado do que o do cão, racionaliza, isto é, elabora uma justificativa e atribui sua profunda insatisfação a causas irreais. Não adiantará satisfazer uma suposta carência, imaginariamente responsável pela insatisfação ou depressão: outra surgirá em seguida para lhe ocupar o lugar e permitir a continuidade da falsa justificativa. O exemplo acima poderia ser com pessoas de ambos os sexos e todas as idades, mas, para ocorrer, é preciso que a pessoa seja feliz. Feliz demais, por tempo demais.

    Resumindo: se está tudo bem, bem demais, por tempo demais, o indivíduo começa a sentir infelicidade por falta do estímulo de perigo-luta-e-recompensa. Como isso ocorre em nível do inconsciente, a pessoa tenta justificar sua infelicidade, atribuindo-a a coisas que não teriam o mínimo efeito depressivo em alguém que estivesse lutando contra a adversidade.

    Exemplos:

    – Na Escandinávia, onde a população conta com uma das melhores estruturas de conforto, paz social, segurança pessoal e estabilidade econômica, é onde se verifica um dos maiores índices de depressão e suicídio no mundo. – –

    – Durante a guerra do Vietnam, onde as pessoas teriam boas razões para abdicar da vida, o índice de suicídios foi quase nulo.

    – Os países mais civilizados que não teriam motivos para passeatas e agitações populares, pois nada há a reclamar dos seus governos, com alguma frequência realizam as mesmas manifestações, mas agora com outros pretextos, tais como a ecologia, o pacifismo ou a defesa dos direitos humanos na América do Sul.

    – O movimento em defesa dos direitos da mulher surgiu justamente no país onde as mulheres tinham mais direitos e eram mesmo mais poderosas que os homens: os Estados Unidos. Lá, onde tradicionalmente se reconhece a ascendência da esposa, justo lá, foi onde as mulheres reclamaram contra sua falta de liberdade e de igualdade. Já na Itália, Espanha, Portugal, América Latina, Ásia, países muçulmanos e outros onde a mulher poderia ter motivos na época para reclamar, em nenhum deles ela se sentiu tão violentamente prejudicada nos seus direitos quanto nos Estados Unidos.

    Concluindo:

    Se você se sente infeliz sem razão, ou o atribui a essas razões tão pequenas, talvez seja porque você é feliz demais e não está conseguindo metabolizar sua felicidade. Algo como indigestão por excesso de felicidade. Pense nisso e pare de reclamar da vida.