• Criatividade e Profissão

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    Criatividade e profissão estão intimamente ligadas. Afinal de contas, a criatividade é um dos principais elementos na transformação das nossas vidas. Já a nossa profissão é um dos principais meios.

    Ser criativo é indispensável para promover inovação e mudança, mas não obstante também é um passaporte para uma postura diferente, à qual requer uma dose de perseverança, coragem e muita, mas muita prudência, desenvoltura e paciência. O caminho da inovação é como o de qualquer outra escolha, com seus aspectos negativos e positivos, assim como desafios, mas o que devemos sempre avaliar são as oportunidades. Identificar os ganhos e perdas que toda oportunidade promove, com sabedoria e segurança sobre o nosso perfil, nos mostra com clareza as responsabilidades que assumimos ao realizarmos uma escolha e, nesse momento chave, precisamos avaliar se possuímos as características necessárias para dar continuidade às nossas próprias propostas. No mínimo deve-se ter a vontade de desenvolver e conquistar essas características.

    Inovar não é só criar, jogar uma ideia no ar de forma despretensiosa. Por mais que isso faça parte do processo criativo é necessário ir além. É preciso viver a inovação como uma ferramenta de mudança que deve ser implementada de forma sistemática, mediante o nosso comportamento, reproduzindo a inspiração inicial em ações na nossa rotina que nos levem ao objetivo desejado. Para transpor a inspiração em realidade, sem sombra de dúvidas, a nossa profissão é indispensável. Criar exige mais que inspiração, requer participação ativa nesse novo universo que se apresenta. Soluções precisam ser idealizadas, tal como terem continuidade até que os resultados propostos possam surgir.

    Foi refletindo sobre esse assunto, sobre o fluxo natural de inovação do qual participo nos projetos de design, que resolvi compartilhar alguns conhecimentos adquiridos na minha trajetória pessoal e profissional, tarefas diárias de um empreendedor no setor de criação:

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    • Nada nasce sozinho. É através do diálogo, o conjunto e troca de ideias, que nascem grandes projetos. A criatividade é uma característica humana presente em todos os indivíduos, deixe espaço para que a criatividade alheia lhe inspire em direção do seu objetivo.

     

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    • Se nós nos apegarmos às nossas ideias pela forma com a qual as concebemos, sem deixarmos que estas fluam e se transformem pelas percepções dos demais envolvidos, podemos perder a chance de sermos ainda mais criativos e inovadores. A criatividade é uma solução inclusiva. Isso não quer dizer que não existam limites, precisamos sempre considerar os recursos disponíveis, o objetivo e os prazos na concepção de ideias criativas para que possam ser aplicadas. Os limites podem podar os diferenciais; é necessário ter sensibilidade.

     

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    • Sim, sensibilidade é fundamental. Isso não tem nada a ver com ser romântico e idealista demasiadamente, mas é através das vias sensoriais que o conhecimento se revela de forma singular. Ideias criativas não só despertam a nossa libido, mas fluem por esse canal. Aprenda a percebê-las!

     

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    • Só se pode pensar fora da caixa, até com objetivo de renovar ideias ou reformular negócios, quando entendemos as motivações iniciais e os objetivos centrais daquilo que estamos envolvidos. Muitas vezes criar não é reinventar a roda, talvez mudar a embalagem e o discurso seja mais eficientes que trocar tudo. Ouça, identifique o essencial e renove. Reinvente formas e processos das mais distintas maneiras possíveis, mas o que de fato é imprescindível em qualquer mudança são melhores resultados. Mensure-os.

     

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    • Mesmo incorporando a leitura e tendo aplicado todos os tópicos mencionados, o resultado ainda não veio? Não desista nas primeiras dificuldades! Inovação sempre vem acompanhada da sua reverse: A resistência. Mudar não é simples mesmo quando para melhor. Aceite isso e mantenha o foco na direção certa. Não desista!

     

    Muitas das nossas características pessoais podem ser adquiridas e desenvolvidas. Navegue mais pelo conteúdo do site e encontre técnicas e treinamentos que auxiliam a desenvolver as suas potencialidades.

  • Sobre o Sistematizador DeRose

    DeRose é o mais citado e, sem dúvida, o mais importante escritor do Brasil na área de autoconhecimento, pela energia incansável com que tem divulgado a filosofia hindu nos últimos mais de 50 anos em livros, jornais, revistas, rádio, televisão, conferências, cursos, viagens e formação de novos instrutores. Formou mais de 10.000 bons instrutores e ajudou a fundar milhares de espaços de cultura, associações profissionais, Federações, Confederações e Sindicatos. Hoje tem sua obra expandida por: Argentina, Chile, Portugal, Espanha, França, Inglaterra, Escócia, Itália, Luxemburgo, Indonésia, Estados Unidos(incluindo o Havaí) etc.

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    DeRose é apoiado por um expressivo número de instituições culturais, acadêmicas, humanitárias, militares e governamentais que re- conhecem o valor da sua obra e o tornaram o Mestre de filosofia hindu mais condecorado no mundo com medalhas, títulos e comen- das. Contudo, ele sempre declara:

    “As honrarias com que sou agraciado de tempos em tempos tra- tam-se de manifestações do respeito que a sociedade presta a esta filosofia e ao trabalho de todos os profissionais desta área. Assim, sendo, quero dividir com você o mérito deste reconhecimento.”

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    Atualmente, comemora mais de 30 livros escritos, publicados em vários países e mais de um milhão de exemplares vendidos. Por sua postura avessa ao mercantilismo, conseguiu o que nenhum autor obti- vera antes do seu editor: a autorização para permitir free download de vários dos seus livros pela internet em português, espanhol, alemão e italiano, e disponibilizou dezenas de webclasses gratuitamente no site www.MetodoDeRose.org, site esse que não vende nada.

  • O paradigma do emprego

    Texto do escritor DeRose para iniciarmos a semana com uma boa reflexão! Do Blog do DeRose

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    Que época rica em almas inspiradas! Alexandre Dumas, Victor Hugo, George Sand, Honoré de Balzac, Lizst… Esses e tantos outros, todos juntos numa só época e num só lugar!

    Balzac já havia escrito uma carrada de livros, era o mais lido em Paris e suas obras um sucesso pelo mundo afora. A essa altura sua mãe lhe disse: “Honoré, você não nasceu para escrever. Maldita hora em que enfiou essa idéia na cabeça. Você deveria ter um emprego regular e receber um salário, ao invés de viver cheio de dívidas e ser insultado nos jornais pelos críticos que o ridicularizam com suas caricaturas!” Até a Igreja colocou o nome de Balzac na lista negra, considerando seus livros perniciosos. Balzac, o herege, o maldito.

    Ah! Se Balzac tivesse ouvido sua mãe… Ah! Se eu tivesse ouvido a minha mãe… Hoje a literatura não teria La Comédie Humaine e eu seria um empregado numa empresa qualquer. Não teria escrito mais de vinte livros, não teria viajado o mundo todo tantas vezes, não teria mudado para melhor a vida de tanta gente. Teria me limitado a trabalhar para viver e viver para trabalhar como as legiões de empregados infelizes, sem motivação, que viveram e morreram sem nunca saber a que vieram ao mundo. Nesta idade, provavelmente, eu estaria velho, pobre e doente, como em geral estão os empregados nessa fase da vida, ansiando por uma aposentadoria que, longe de ser libertadora, constituiria o prenúncio do fim.

    Mas, se a instituição do emprego é nociva, por que nossos pais nos aconselham a sermos empregados? Pior: eles nos doutrinam, pressionam e, muitas vezes, obrigam a esse destino desafortunado e sem perspectivas.

    Conscientize-se desta realidade humilhante. Um amigo pergunta: “O que o seu filho faz?” E o pai tem que responder: “Ele é um empregado.” Numa situação assim embaraçosa, é normal que esse genitor justifique: “Mas ele está muito bem. É uma carreira de futuro. Trabalha numa grande empresa.” (Com sorte e se trabalhar direito, dentro de dez anos ele poderá estar ganhando bem, se não for despedido antes.)

    Quando escuto isso sinto como se o pai de um escravo no Império Romano estivesse respondendo: “Meu filho é escravo. Mas ele está muito bem. Trabalha para um rico senhor, muito conceituado.”

    E se o filho ou filha encontra um caminho melhor, instala-se em casa um clima de tragédia e tortura psicológica. Mas os pais não querem justamente o bem dos seus filhos?

    Querem. Contudo, são condicionados pelo Sistema e acham honestamente que o melhor é ser empregado.

    Primeiro paradigma: o sistema de escravagismo

    Os historiadores estimam que nos últimos 50.000 anos, desde o período pré-histórico até o final do século XIX, o escravagismo era um princípio aceito e praticado por quase todos os povos. Pode-se declarar, então, que a humanidade sempre explorou a escravatura e que a supressão dela no século XX foi um pequeno espasmo, um soluço na história laboral. Era considerada uma prática natural, pois, se não fossem os escravos, quem construiria as grandes obras e quem trabalharia nas residências? O trabalho escravo parecia ter todas as vantagens e sempre contou com o beneplácito da religião. Mesmo pessoas tidas como bondosas e inteligentes não viam nada demais em ter escravos.

    Segundo paradigma: a revolução industrial

    Num dado momento, ocorreu um arroubo de transição reforçado, em grande parte, pela revolução industrial. A maior parte das nações e quase todos os intelectuais, repentinamente, despertaram da sua letargia e declararam-se contra a escravidão. A nova onda era o emprego! O que eles não confessaram – talvez nem se tenham dado conta – é que a legião de empregados era apenas uma leve adaptação do sistema de escravagismo. Ninguém quis reconhecer que a instituição da mão de obra descartável beneficiava a todos, menos aos empregados que eram explorados para que o Sistema se mantivesse em movimento. Sem a massa anônima de empregados, as indústrias não funcionariam; o comércio entraria em colapso; e os serviços, quem os faria? Portanto, o melhor sempre foi usar um tapa-olho e enxergar só a metade que convinha à sociedade.

    Nessa ótica, os empregados são como os soldados de um exército. Os generais sabem que os soldados estão ali para ser sacrificados. Antes de uma batalha são avaliadas as expectativas de baixas: 30%, 50%, 70% – mas a batalha precisa ser ganha. Para a instituição militar, se o comandante tivesse pena de enviar seus comandados para a carnificina, estaria subvertendo o Sistema e seria, ele próprio, sacrificado.

    Na instituição do emprego é a mesma coisa. Os empregados ganham mal, são humilhados, contraem doenças laborais e vivem na corda bamba, já que a qualquer momento podem ser demitidos. E o serão, inexoravelmente. Todo empregado já esteve desempregado e sabe que o estará outras vezes. Então, por que cargas d’água nossos pais nos empurram para esse destino impiedoso? Porque toda a sociedade tem que ser condicionada, mediante uma verdadeira lavagem cerebral sistemática, a considerar que a única opção é ser empregado.

    É a mesma coisa com o militarismo. É melhor achar bonito um batalhão marchando ao som de hinos marciais, com seus uniformes e armas viris; é melhor louvar o heroísmo e condecorar os mortos. Porquanto, se questionássemos isso, o que poríamos no lugar? Como garantiríamos a soberania nacional? Como defenderíamos nossos lares?

    Assim, mandamos nossos filhos para o sacrifício do emprego, um verdadeiro holocausto, achando que é para o bem deles. Não é. É para o bem da sociedade, que se nutre das vidas dilaceradas de tantos jovens que são obrigados a humilhar-se por um salário ofensivo, em um emprego sem segurança. Mas, se não tem segurança, por que nossos pais aplicam o chavão “a segurança de um emprego”?

    É sabido que as empresas demitem. É sabido que se você for demitido com mais de trinta anos de idade será difícil conseguir outra colocação. Com mais de trinta e cinco será quase impossível. Conheço profissionais capacitados, com diversos diplomas, que ficaram desempregados por vários anos. Por que ocorre isso? Primeiro, porque o Sistema educa as pessoas para ser empregadas como ideal de vida. Os cursos técnicos e as faculdades todos os anos despejam milhões recém-formados no mercado de trabalho. Isso cria uma oferta maior que a procura, o que desvaloriza o profissional e o obriga a aceitar condições indignas. Segundo, porque um recém-formado tem mais entusiasmo, dedica-se mais, exige menos regalias e aceita um salário mais modesto. Tudo isso, porque ele é jovem, cheio de esperanças, está ali para vencer e quer tomar o lugar dos mais antigos. Como vantagem adicional, tendo sido formado mais recentemente, deve estar mais atualizado. Quem você acha que o empregador vai preferir? O veterano que tem quase dez anos de casa, está mais velho, mais acomodado, já tem família, precisa ganhar mais, exige regalias e não aceita certas tarefas nem hora extra? Quem você acha que o empregador vai preferir? Isso mesmo. Qualquer um escolheria o mais novo. A tão propalada segurança do emprego é uma balela.

    Terceiro paradigma:
    a obsolescência da relação patrão/empregado

    Em pleno século XXI, podemos afirmar sem margem de erro que o conceito de emprego e a relação patrão/empregado estão obsoletos. Ainda vão durar bastante, pois a mudança de paradigma demora muito para se processar. Contudo, hoje já existem plenas condições de sucesso para os jovens que optarem por carreiras não convencionais. Aliás, é onde se encontram as maiores e melhores oportunidades.

    Acontece que toda a sociedade está estruturada para produzir um contingente humano que constitua força de trabalho. Por isso, desde pequenos sempre escutamos: “Você tem que estudar para conseguir um bom emprego.” Tudo gira em torno disso. Emprego para o homem e casamento para a mulher. Até parece que estamos escrevendo no início do século passado! No entanto, as coisas continuam assim. É como os cadarços dos sapatos. Há mais de meio século, quando eu ainda era criança, lançaram os primeiros calçados sem cordão. Eram os sapatos de fivela. Tempos depois introduziram o elástico. Depois, o velcro. Depois, o zíper. E até hoje a maior parte dos sapatos continua usando os absurdamente unpractisch cadarços que dão trabalho para calçar, para descalçar e desamarram-se o tempo todo, fazendo crianças e adultos tropeçar e cair. Por que continuam usando uma coisa dessas, trabalhosa, sem praticidade e perigosa, ao invés de substituí-la por alguma das muitas alternativas mais modernas? A explicação é que o humanóide demora a incorporar as mudanças.

    Com a universidade é a mesma coisa. Antigamente, poucos tinham o privilégio de estudar. O diploma era cobiçado. Os tempos mudaram, não obstante, ainda hoje é assim, especialmente para aqueles que não puderam estudar na época em que ter diploma era chique. Naquela época era um diferencial. Hoje todo o mundo tem diploma. E ele não vale mais nada. Foi banalizado. Quem cursa uma faculdade “para conseguir um bom emprego” vai ficar desempregado se não fizer uma pós-graduação no exterior, mestrado, doutorado, especializações etc. Isso custa caro. Custa tempo. Anos verdes de vida, anos preciosos de início de carreira na juventude. Quando o brilhante e esforçado estudante consegue ingressar no mercado de trabalho terá perdido tanto tempo que jamais aprenderá a ganhar dinheiro, como o aprenderam aqueles que, sem diploma algum, começaram a trabalhar em tenra idade.

    Estaríamos pregando que os jovens deixassem de estudar? De forma alguma. Defendemos o direito de quem quiser estudar para ser empregado numa carreira comum, que o seja; mas, por outro lado, que respeitemos a liberdade de escolha de quem quiser seguir uma carreira nova, criativa, inusitada, que o realize e gratifique mais. Ainda que seja a de saxofonista ou a de instrutor do Método DeRose!